“Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.
Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.
Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.”
“O amor é difícil dimais e complicado dimais pra ser teorizado, pra ser entendido, pra ser colocado em formas..”
“Ela tem uma risada incrível. E sem querer ser um babaca, mas ela tem tudo pra ser perfeita. Mas não é, claro. Ela tem mil idiotices e chatices na bagagem. E ela tem medo de tudo. Tem um ar de menina independente, que não precisa de ninguém. Mas quando tá no escuro, ainda pede pra alguém abrir um pouquinho a porta e deixar a luz entrar. Ela tem vergonha até de ligar pra pizzaria pra pedir uma pizza, cara. Quem no mundo é assim? Mas ela é tão indiferente, que a minha diferença não afeta ela em nada. Eu acho que ela pode ser o mundo inteiro se ela quiser. E ela é teimosa. E guarda rancor na mala. Ela sabe perdoar, mas precisa de umas aulinhas de como esquecer. Quando ela desiste ou acha que sabe de tudo, não tem jeito. Meu Deus, que mania insuportável que ela tem de achar que pode burlar tudo o que mandam ela fazer. Porque ela nunca tá satisfeita com nada. Nadinha.”
“Respirando melancolia,
transpirando nostalgia
à transpassar para poesia.”
“Meias. Meias vontades, meias verdades, meias saudades. Viver de mais o menos, ou viver com dúvidas é viver de ilusão, digo isso porque cabe a cada um uma meia. A gente pode viver um dia mais ou menos, acordar e colocar os pés no chão e deixar a cabeça nas nuvens, a gente pode sair de casa pra rotina com o pensamento oscilando entre bom e ruim, a gente já sai de casa achando que nada vai passar de mais um dia, onde se vai ver as mesmas pessoas, enfrentar os mesmos problemas e falar do mesmos assuntos. As vezes a gente cria coisas nossas, desejos, sonhos, vontades, e diz que vai investir fundo nisso, na maioria das vezes não é assim que acontece, temos a vontade, mas fica oscilante, a gente quer muito mas fica com um pé atrás. Como faz pra fazer dar certo? As vezes essa é a pergunta que mais ronda os pensamentos humanos, e talvez ela seja o real sentindo das nossa meias vontades, não nos entregamos por inteiro e quando chega a hora, não sabemos o que fazer, ou o que dizer, somos cercados de malditas dúvidas e uma parcela de nervosismo que faz a gente pensar que não quer tanto assim, faz a gente deixar de lado o sonho, a vontade, por causa desse pé atrás. As vezes a gente vai levando uma história, um momento, uma vida inteira e quando se vê já se passaram tempo suficiente pra tentar querer começar as coisas, enquanto algumas pessoas já estão lá na frente, nos vemos começando devagar, do nosso jeito, se não for dessa maneira, acabamos por nos desesperar e querer obrigar que as coisas andem nos mesmo eixos dos outros, levou um tempo longo pra eu perceber essa coisa de tempo, as vezes o tempo é a melhor e pior que coisa que existe, o tempo é diferente pra cada um, seja pra você sair de casa pela primeira vez, ou pra esperar alguém na fila do supermercado, o tempo faz a gente criar essa meia verdade de que as coisas são certas. Muitas vezes vemos dizer que o tempo cura feridas, cura dores e faz a gente esquecer, por um lado pode até ser que seja, mas somente quem passa por isso sabe que não é tão fácil assim. Algumas coisas na teoria são fáceis, mas quando pegamos pra fazer, é que vemos que não basta de uma meia vontade ou de uma verdade dividida em dois, nesse momento é preciso de de uma vontade inteira. Falar de vontade inteira e inabalável. Não vou dizer a você que é facil, e dizer todas aquelas coisas de que não devemos desistir dos sonhos, claro que não devemos desistir, mas também não é a aquela coisa de ficar no meio do caminho, aquela coisa de que não conseguiu o melhor e se contentar com o mais ou menos, se contentar com os meios, com fragmentos de sonhos que foram colhidos durante o caminho. Se for pra entrar na luta, que lutemos com as verdadeiras armas, não é pra pegar apenas um escudo e ir desviando das coisas que estão vindo, não é pra pegar uma capa de invisibilidade e sair contornando sem perceber, com isso, vamos desaparecendo, e junto disso os sonhos vão se partindo, é aí que começamos a achar que não somos capazes, é aí que começar a achar que não merecemos tal coisa e acabamos ficando com os meios. Se for pra tentar algo, vamos tentar de verdade, no caso, não vamos nem tentar, ou é pegar ou largar, porque se pegarmos pra tentar e não insistirmos, vamos acabar no meio de caminho, já exautos da jornada, já exaustos das meias caminhadas , das meias paixões, das meias vitórias, viver pela metade é ilusão, então tire suas meias e ponha os pés no chão.”
“Uma vez me falaram que amar é se jogar de um precipício sem saber se lá embaixo vai ter alguém para segurar a gente. Foi a melhor definição de amor que já ouvi. Eu, que escrevo tanto e leio tanta gente que fala dessas coisas que damos o nome de sentimento, nunca tinha escutado nada tão verdadeiro. Amar é isso mesmo. É se jogar e não saber. É se entregar sem ter certeza. Aos poucos, buscamos a certeza do amor. Porque o amor para ser amor precisa de certezas. A certeza do encontro, a certeza da continuidade, a certeza da presença, a certeza da verdade.”
“Coloquei uma música pra tocar e ela falou comigo, me compreendeu, até me decifrou.”
“O que eu não entendo, criatura, é como você continua estacionando seu coração em local proibido. Você já não foi multada que chega? Onde mais precisa doer pra você levar jeito?”